<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7455265</id><updated>2011-04-21T23:51:41.914-04:00</updated><title type='text'>O caminho sem voltas...</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://sanidade.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7455265/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sanidade.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Jorinésio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>10</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7455265.post-110810400754968673</id><published>2005-02-11T02:32:00.000-04:00</published><updated>2005-02-11T02:40:07.550-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Estou de volta (eu acho)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom galera (se eh que tem alguem que le isso), estou voltando do viagem mesmo... Todo esse tempo que estive ausente foi porque perdi o PC e logo em seguida viajei um monte e dei um tempo dessa vida nerd... Nao sei se o pouco convivio social que eu tive me transformou em uma pessoa melhor, ou ate mesmo que possa ser considerada normal, mas acho que mudei...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda tenho aqueles mesmos pensamentos bizarros de antigamente, mas agora nao sao em forma de texto, mas sim em desenhos que eu pensaria me transcrever para quadros (mas ja eh um ramo onde nao tenho habilidade)... Meus varios textos nao-postados aqui se foram com meu antigo HD que ainda tenho esperancas de continuar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que com os disturbios psicoticos ido embora, voces nao tem muita coisa o que ler neste blog... Mas no caso de recuperar alguma coisa ou minha vida voltar ao que era, tratarei de atualizar o blog, mesmo que nao tenha muito o que dizer... Talvez seja soh falta de pratica.. Mas quem sabe com um pouco de 'odio de volta eu nao volto a ser o que era...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mais, quem tiver alguma sugestao, reclamacao ou xingamento, pode mandar um email para &lt;a href="mailto:skull_acevedo@hotmail.com"&gt;skull_acevedo@hotmail.com&lt;/a&gt; ... Ate breve (eu espero)...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7455265-110810400754968673?l=sanidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sanidade.blogspot.com/feeds/110810400754968673/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7455265&amp;postID=110810400754968673' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7455265/posts/default/110810400754968673'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7455265/posts/default/110810400754968673'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sanidade.blogspot.com/2005/02/estou-de-volta-eu-acho-bom-galera-se.html' title=''/><author><name>Jorinésio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7455265.post-109470315729047769</id><published>2004-09-08T23:55:00.000-04:00</published><updated>2004-09-09T00:12:37.290-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Proezas da terceira-idade&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senhora Romena era uma idosa moradora da vila camargo. Parteira e bem vista por todos, era ela quem se encarregava das pequenas tarefas medicinais no bairro. Romena era como uma mãe para cada um dos moradores da tranqüila cidadela em que morava, uma pessoa em que se podia confiar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certo dia, numa de suas rotineiras ida à feira, dona Romena presenciou um assalto e:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por que o senhor está fazendo isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Cala boca velhota, se eu levar as coisas ninguém ferido, não queira bancar a heroína.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas aquela voz lhe pareceu familiar. Aproximou-se olhando atentamente nos olhos do rapaz e o reconhecera . Fora ela quem houvera realizado seu parto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pedro, você não precisa disso, eu sei que sua família está passando por uma situação difícil, mas todos nós podemos lhe ajudar. Não há necessidade de fazer esse tipo de coisa. Você brincou no meu quintal. Levávamos comida juntos pra sua mãe quando ela adoecia, e não vai ser agora que eu vou negar ajuda a vocês. Por favor, abaixe essa arma, não é assim que você vai resolver as coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos se surpreenderam com a perspicácia da velha senhora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Ahn? – tentou disfarçar Pedro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não tente se esconder atrás dessa máscara. Não esconda seus problemas, a vida é cheia deles. A primeira coisa a fazer é aceitar quem e o que somos para poder enfrentá-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Cala boca velha chata, não se intromete, ta começando a me irritar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pedro, por favor, pense no que esta fazendo, você não é assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conversa vai, conversa vem (que estavam mais para monólogos de dona Romena do que uma conversa) e a multidão chocou-se ao ver a reação do rapaz, caindo de joelhos no chão e chorando feito um bebê. Largou a arma e pôs-se aos pés das pessoas a quem antes apontava a arma, lhes pedindo perdão pelo que havia feito naquele momento de desespero.&lt;br /&gt;Dona romena sorriu. Mais uma vez cumprira seu papel de cidadã. Pegou sua sacola de compras e virou-se rumo à casa.&lt;br /&gt;Mas de repente, seguiu-se tiros e gargalhadas. Dona Romena, caída e agonizante, só teve tempo de ver o rapaz tirando o capuz e sorrindo antes de morrer. É... Dona Romena havia errado, aquele realmente não era Pedro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fim.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7455265-109470315729047769?l=sanidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sanidade.blogspot.com/feeds/109470315729047769/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7455265&amp;postID=109470315729047769' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7455265/posts/default/109470315729047769'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7455265/posts/default/109470315729047769'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sanidade.blogspot.com/2004/09/proezas-da-terceira-idade-senhora.html' title=''/><author><name>Jorinésio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7455265.post-109350019557087419</id><published>2004-08-26T01:39:00.000-04:00</published><updated>2004-08-26T02:20:02.676-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;???&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;... euforia, trocávamos olhares apaixonados, eu nao conseguia tirar os olhos dela. Por um momento pensei ser Deus, ela me fazia sentir assim. Olhei para frente e segui decidido. Só de pensar em tomá-la em em meus braços meu coraçao ja batia mais forte.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O tempo passou. Meus olhos se encheram de lagrimas, onde eu estava? O que havia acontecido?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tambem nao sei, pois essa historia acaba aqui e nao faz sentido, justamente como comecou...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas nas é justo? Eu nunca disse que seria... Nada é justo, a vida nao é justa... E nao percam tempo pensando se ela partiu ou nao, porque ela nunca existiu de verdade...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7455265-109350019557087419?l=sanidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sanidade.blogspot.com/feeds/109350019557087419/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7455265&amp;postID=109350019557087419' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7455265/posts/default/109350019557087419'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7455265/posts/default/109350019557087419'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sanidade.blogspot.com/2004/08/blog-post.html' title=''/><author><name>Jorinésio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7455265.post-109063280001175574</id><published>2004-07-23T21:30:00.000-04:00</published><updated>2004-07-23T21:43:31.820-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;To sem tempo pra postar alguma coisa nova bem trabalhada pq to numa lan entao vai um post antigo que tinha publicado pro picolinos mesmo...&lt;/em&gt; &lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Amor em família.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="FLOAT: left"&gt;&lt;img title="" src="http://img77.photobucket.com/albums/v233/acevedo/vivi.gif" /&gt; &lt;p align="justify"&gt;O sagrado domingo novamente. Nada a fazer além de olhar para o teto o dia inteiro esperando a ressaca passar. Tudo vazio, ninguém na rua, o mundo parado, um calor infernal, eu semi-alcoolizado, nu, estirado no chão, babando. Aquele quarto abafado, o cheiro podre de urina e fezes impregnando o ambiente. Segurando minha genitália, eu tentava contar as voltas que o ventilador fazia, isso me excitava, lembrava-me da senhora que o vendeu-me. Realmente, um típico dia de domingo. O telefone toca. Quem ousa? Que bastardo ousaria interromper meu ritual? Fiquei imóvel, encarando o telefone, esperando ele desistir. Mas ele teimava, parecia ser importante. Então quando aquele som se tornou insuportável, decidi atender. Percorri a infinita jornada até o aparelho maldito e:&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;- Até que enfim seu preguiçoso. Já era hora, hein. - dizia aquela voz demoníaca.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;- Gããh! - respondi-lhe, ainda inconsciente.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;- Não sabe quem é? Sou eu, irmãozinho, o Jorinei. É que preciso fazer plantão hoje e não posso deixar a Vivi sozinha. Tem como você me quebrar esse galho?&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Nesse momento, despertei daquele transe e:&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;- VOCÊ ME LIGOU DOMINGO PRA PEDIR FAVORES? SEU FILHO DA... - quando fui interrompido.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;- Eu pago uma boa grana.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Aquelas palavras foram como música que dançavam pelos meus ouvidos, e lembrando de minhas contas, das ameaças de morte e que seria despejado no final do mês, aceitei a proposta. Vesti qualquer roupa, dentre as muitas espalhadas pelo chão, naquela mistura de panos e vômito, e parti. Chegando lá, ela me viu e gritou, correndo para trás de meu irmão:&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;- Comporte-se, seu tio está fazendo um favor ao papai vindo aqui cuidar de você. - disse meu compreensivo irmão.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;- Homem mal. - retrucou a fedelha.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;- Não ligue, você sabe como são as crianças. Fique à vontade! Estou atrasado, qualquer coisa me telefone. Comporte-se Vivi. Até logo. - despediu-se Jorinei.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Ao vê-lo partir, virei às costas e fui calmamente até a geladeira, preparei um rango suculento e gorduroso, peguei umas cervejas e fui até a sala. Depois de cinco idas e voltas até a geladeira, refleti "Até que não é tão difícil esta tarefa." Mas qual era a tarefa mesmo? Ahh sim. Claro! Cuidar da Mimi, minha sobrinha predileta. E porque então eu estava perdendo tempo?&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;- Venha cá, AGORA! Massageie meus pés. - gritei.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Estirado no sofá, comendo feito um porco e bebendo cerveja, assistia a um bom filme pornô, quando ela entrou na sala com aquele brilho inocente nos olhos segurando sua bonequinha. Nesse instante, um pesar imenso se apoiou sobre minha consciência, uma moral que eu pensava estar morta se acendeu "O que eu estou fazendo? Que tipo de monstro eu sou? Ela não merece um tio desgraçado assim. Quero ser alguém na vida, mudar, ser um exemplo pra ela. Mesmo que nem eu tenha fé em mim, preciso fazer isso por ela, pra um dia ela poder se orgulhar de mim. Para dizer com grande satisfação 'Aquele homem é meu tio'". Uma lágrima escorreu pelos meus olhos, um remorso insuportável, toda minha vida sem propósito passando diante de meus olhos. Chega! Eu estava decidido, iria mudar. Nada tiraria aquilo de mim, eu tinha um objetivo. Desliguei a TV, atirei longe a garrafa de cerveja. "Eu VOU, eu POSSO, eu QUERO mudar!" Ah! A quem eu estava tentando enganar com aquela filosofia barata? Estava me tornando um afeminado que filosofa sobre a vida? Dei-me conta da patética realidade e voltei a raciocinar direito. E ela, não entendendo nada, com aquele ar doce e ingênuo de criança, perguntou "Titio, porque você esta tirando a roupa?"&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Tarde da noite chega meu irmão, acompanhado por sua esposa:&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;- Muito obrigado, você salvou o meu dia! Tenho sorte de ter um irmão como você. Não sei nem como agradecer...&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;- Pare de enrolar. Pague logo e feche essa boca.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;- Hahaha, sempre um comediante, hein maninho. Jorinei sacou o dinheiro, me entregou, eu coloquei no bolso e:&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;- Que isso! Você me ofende dessa maneira. O prazer foi todo meu (acredite). Sempre que precisar me chame, é um prazer poder ajudar a família. Só vou aceitar pra não fazer essa desfeita com você. - disse-lhe sinceramente.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;- Você não existe hein meu irmão, você não existe. E a Vivi, já foi dormir?&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;- Sim. A pobrezinha se cansou. Brincamos muito, nos divertimos a valer. Você sabe que eu adoro crianças. Dizendo isso, me despedi, virei às costas e fui andando rua adentro. Desaparecendo na névoa da noite, ainda expressei um estranho sorriso quando ouvi baixinho, ao longe:&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;- Grande homem, esse é meu irmão! Ah, se eu fosse igual a ele...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7455265-109063280001175574?l=sanidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sanidade.blogspot.com/feeds/109063280001175574/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7455265&amp;postID=109063280001175574' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7455265/posts/default/109063280001175574'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7455265/posts/default/109063280001175574'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sanidade.blogspot.com/2004/07/to-sem-tempo-pra-postar-alguma-coisa.html' title=''/><author><name>Jorinésio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7455265.post-109034300831054825</id><published>2004-07-20T12:44:00.000-04:00</published><updated>2004-07-22T12:57:34.616-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Antes de&amp;nbsp;+ nada queria avisar q&amp;nbsp;faz&amp;nbsp;+ d 10 dias q&amp;nbsp;n estou em casa e/ou entrando na net, e por isso tem uns filhos da puta por ai nos comentarios se passando por mim.&amp;nbsp;Tambem n ando atualizando o blog por falta de tempo, mas quando chegar dou um jeito... Qualquer nerd q tente contato ou troca-troca d emails n sou eu, bem como&amp;nbsp;n coloco meu email em coments (vez por outra consigo dar uma comentada em algum lugar como jorinesio viajando). E por falar nisso, se quiserem mandar textos ou comentarios pramim,&amp;nbsp;meu email para este blog eh &lt;strong&gt;&lt;a href="mailto:xandao@bonbon.net"&gt;xandao@bonbon.net&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt; (meio gay, mas nem da nada) &lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;E aqui vai um texto que o URG mandou pramim... Era meio doente,&amp;nbsp;triste&amp;nbsp;e talz,&amp;nbsp;mas tomei a liberdade de fazer&amp;nbsp;umas pequenas mudancas pra tornar o texto menos bizarro (ou nao, &lt;strong&gt;&gt;=)&lt;/strong&gt; )(com autorizacao do autor, eh claro)&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Enviado por URG&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Meus pais estão demorando para morrer.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="FLOAT: left"&gt;&lt;img title="" src="http://img77.photobucket.com/albums/v233/acevedo/aetouh.bmp" /&gt; &lt;p align="justify"&gt;O&amp;nbsp; suicídio sempre me atraiu. Intenções não faltaram, motivos também não. Nada a ver&amp;nbsp;com aquele lance infanto-juvenil de autodestruição por insatisfação com os pais, escola ou namorada. A morte sempre me fascinou, bem como os poemas de Augusto dos Anjos&amp;nbsp;"Agora, sim! Vamos morrer,&amp;nbsp; reunidos, rindo de minha desventura, tu, com o envelhecimento da nervura, eu, com o envelhecimento dos tecidos! Ah!&amp;nbsp; Esta noite é a noite dos Vencidos!" Meus planos 'de conquistar a morte' nunca deram certo. Talvez pela minha incompetência, talvez por não convencer&amp;nbsp;meus&amp;nbsp; outros "eus" da causa. O fato é que isto sempre me causou desconforto, minha mãe sempre descabelava-se com o fato de eu ser um suicida. "Poxa, a morte é inevitável, porque ficar adiando? Já conheço a vida, ela não?" Pensava. Particularmente me lembro quando&amp;nbsp;cortava os pulsos com uma lamina de barbear (evito propagandear que a Gillete tem a melhor lamina). Senti uma dor de cabeça, como se meu inconsciente estivesse gritando algo, algo incompreensível. Talvez por não ser a hora certa,&amp;nbsp; o caminho correto, o melhor atalho.&amp;nbsp;Nao sei, a dor foi muito grande a ponto d'eu&amp;nbsp;ter parado, esperado ela passar. `A medida que a dor foi cessando, concluí o ato. Rasguei&amp;nbsp;minha pele a&amp;nbsp;aproximadamente 12 centímetros na transversal. O primeiro&amp;nbsp; pulso foi fácil, o segundo um pouco mais difícil: a mão se enche de sangue rapidamente e a lamina escorrega (principiante é foda).&amp;nbsp;O&amp;nbsp;corte do segundo pulso foi de&amp;nbsp; pouco mais de 8 centímetros. Eu estava no porão, deitei-me e&amp;nbsp;fechei os olhos. Fiquei imaginando minha alma saindo de meu corpo aos pouco, rumo ao desconhecido.&amp;nbsp;Minha dor de cabeça voltou, comecei a sentir&amp;nbsp; frio, fome. "Interessante. Nunca mais&amp;nbsp;terei de me alimentar" Pensei. Tentei abrir os olhos, preocupado com a quantidade de sangue que saia, "Minha mãe teria muito trabalho com a limpeza", não consegui, estava&amp;nbsp; sem forças. Desmaiei. Morri. Minha morte&amp;nbsp; foi um sonho, sonhei com uma fila de açougue, onde Deus era o açougueiro, e Jesus embalava pedaços de carnes e entregava,&amp;nbsp; vi a vitrine,&amp;nbsp;meu corpo esticado como&amp;nbsp;o de um&amp;nbsp;porco. Imagem que até hoje não sai de minha cabeça. Acordei deste&amp;nbsp; sonho na cama de um hospital. Fui encontrado pelo meu pai. Dormindo, ele ouviu um grito (provavelmente o meu) e desceu averiguar.&amp;nbsp;Encontrou-me&amp;nbsp; caído, naquela&amp;nbsp; cena teatral&amp;nbsp;sobre uma&amp;nbsp;gigantesca poça vermelha, e por&amp;nbsp; fim salvou-me de mim mesmo. Desisti de procurar a morte por minhas mãos, não quero mais ver o sofrimento de meus pais, eu os amo e por isso fiz o que fiz:&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Meu filho, o que voce esta fazendo com essa faca na mao?... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sangue. Silencio. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Descancem meus queridos. Digam ola' ao acogueiro por mim. Em breve nos encontraremos novamente... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E agora? O que eu devo fazer? Apenas durma&amp;nbsp;e acalme-se,&amp;nbsp;logo logo as vozes guiarao para as outras vitimas... Vamos ver que quem eh o melhor acougueiro. Que venca o melhor!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Enviado por URG&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Nota: Caralho... Como tem gente doente nesse mundo...&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7455265-109034300831054825?l=sanidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sanidade.blogspot.com/feeds/109034300831054825/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7455265&amp;postID=109034300831054825' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7455265/posts/default/109034300831054825'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7455265/posts/default/109034300831054825'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sanidade.blogspot.com/2004/07/antes-denota-caralho.html' title=''/><author><name>Jorinésio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7455265.post-108999494514723180</id><published>2004-07-16T12:21:00.000-04:00</published><updated>2004-07-18T16:28:11.923-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Artur, o menino sem braços. &lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="FLOAT: left"&gt;&lt;img title="" src="http://img77.photobucket.com/albums/v233/acevedo/artur.jpg" /&gt; &lt;p align="justify"&gt;Desde criança, Artur&amp;nbsp;foi um menino admirado por sua determinação e coragem para vencer obstáculos. Artur havia nascido com um problema congênito: ele não tinha os braços. Apesar disso, sempre incentivado pelos pais, era um menino motivado a ser como qualquer outro&amp;nbsp;e fazer tudo o que os outros garotos faziam, mesmo não tendo os membros superiores. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Artur fazia tudo com os pés e sempre foi bem-sucedido no que fez. Muitas vezes saia-se até melhor do que quem era fisicamente mais sadio. Houve vezes em que ele precisava completar o time de futebol de sua turma, e mesmo como goleiro desempenhava-se muito bem. Era um exemplo de força de vontade, surpreendendo a todos com suas defesas espetaculares. Corria para lá, para cá, jogava-se aqui e ali. E para não perder um jogo, muitas vezes usava o próprio rosto para não tomar um gol. A torcida vibrava quando o garoto fazia suas invejáveis defesas de testa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jamais Artur foi menosprezado por “ser diferente” e&amp;nbsp;sempre foi considerado um menino normal.&amp;nbsp;Procurava participar de todas as atividades que seus amigos participavam, por mais difícil ou humilhante que fossem. Não ficava de fora nem quando o assunto era “par ou impar” ou “pedra-papel-tesoura”. Até mesmo quando sua turminha conseguia uma revista pornográfica e reunia-se no clubinho para se masturbar, Artur não ficava para trás e espantava a todos quando estimulava seu membro somente com os pés. Sempre estava lá, sempre acompanhando o ritmo de seus coleguinhas. Um exemplo de pessoa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sonho do garoto era tornar-se&amp;nbsp;datilógrafo. Poderia até soar estranho, uma profissão estranha e inusitada – mas não para quem conhecia o menino prodígio. Quem conhecia o valente homenzinho, sabia do que ele era capaz quando queria alguma coisa. Iria à lua se fosse preciso, mas sempre alcançava o que era de seu interessante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, numa nebulosa madrugada, o destino&amp;nbsp;reservou um teste-de-fogo para Artur. Seria colocada em prova a verdadeira capacidade daquele notável rapazinho.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Naquela fria madrugada, Artur acordou assustado, ouvindo gritos vindos do cômodo ao lado. Parecia ser o&amp;nbsp;quarto de seus pais. Ainda sonolento, levantou-se para ver o que era. Talvez não fosse nada, talvez fosse mais uma das rotineiras trepadas que os pais ou a irmã realizavam. Na verdade, era comum ouvir gritos&amp;nbsp;ou gemidos&amp;nbsp;àquele horário na casa. Afinal de contas, sua jovem irmãzinha estava recém conhecendo as novidades da puberdade e&amp;nbsp;das relações grupais, enquanto que os pais&amp;nbsp;aprimoravam as fantasias&amp;nbsp;e&amp;nbsp;segredos do sexo tântrico. Mas não. Naquela noite Artur sentiu algo diferente, algo&amp;nbsp;estava errado, uma&amp;nbsp;estranha sensação alertando-o de que não era a perversidade sexual da família. Resolveu seguir os instintos e checar. Poderia não ser nada. Quem sabe fosse só sua mãe querendo um chazinho, ou talvez um leite, para se recompor. Decidiu então olhar se sua mãe precisava de&amp;nbsp;uma “mãozinha”. Foi até o quarto e bateu na porta com a cabeça “Toc! Toc! Toc!”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente, uma mão forte e enluvada pegou-o pelo pescoço e o arremessou contra o chão. Num susto repentino, aquela sonolência foi substituída pelo medo. Ele, no chão do quarto dos pais, começava a entender o que se passava. Os pais de Artur estavam sentados no chão, amarrados e amordaçados. Aquilo parecia ser um assalto. Haviam apenas dois bandidos no quarto. Um deles&amp;nbsp;com uma garrafa na mão e o segundo&amp;nbsp;próximo à cama. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto um dos assaltantes embebedava-se de uísque e se divertia espancando os pais de Artur, o outro malfeitor penetrava o ânus de sua bela irmãzinha, que exalava seu cheiro feminino, atrativo e úmido. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aparentemente bêbado, entre uma golada e outra, o bandido que havia agarrado Artur, resmungou algumas palavras para o comparsa: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E esse aí? Não sabia que tinha mais alguém na casa. Pode ser perigoso, vamos amarrá-lo também? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O outro, incessantemente introduzindo seu membro na garota trêmula, olhou para o parceiro e o acalmou: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Relaxa, ele é só um aleijado de merda. Deixa ele. Afinal de contas, o que esse anormal poderia fazer? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois bandidos começaram então a rir e revezar naquele ato lascivo. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Artur, sem nada poder fazer, odiosamente olhava àquela cena maldita e se sentia impotente para agir. Mas Artur nunca se abalou por não ter os braços, e não seria naquela hora, em que sua família mais precisava dele que ele fraquejaria e deixaria de reagir com coragem e ferocidade. Movido pela adrenalina e pelo ódio, Artur levantou-se e foi caminhando em direção à porta sem que nada o parasse. Um dos bandidos, ludibriado pelo prazer, desprezou Artur, continuando a encher-se do gozo jovial da linda moçinha: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Fique tranqüilo, deixe-o ir e vamos ver o que esse aleijadinho de bosta pode fazer. – Debochou gargalhando e alimentando mais ainda a fúria do garoto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Artur foi&amp;nbsp;cegamente&amp;nbsp;em direção&amp;nbsp;a sua vingança. Ele, esperto, lembrou-se de que seu pai tinha uma arma guardada no andar de baixo, dentro de uma gaveta. Saiu do quarto, sem que os bandidos nem ligassem. Eles estavam ignorando o poder de um garoto aleijado, mas não o fariam&amp;nbsp;se conhecessem Artur, não o fariam&amp;nbsp;se soubessem da capacidade daquele “mero aleijado”. Artur desceu as escadas correndo, ouvindo sua irmã gritando de dor e prazer, o que o deixava com os olhos cada vez mais cheios de brutalidade e sede de justiça. Iria fazer aqueles miseráveis pagar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegando à gaveta, esforçou-se para abrí-la com a boca. Agarrou a arma com um dos pés, e colocou seu dedão próximo ao gatilho. E numa cena bizarra, foi subindo as escadas pulando como um perneta. Com um dos pés pulava adiante, e com o outro ele segurava a arma apontando para frente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando chegou ao quarto, apoiado somente por um dos pés e a arma pendida pelo outro, Artur ergueu a arma e apontou-a para os bandidos. Eles não sabiam como reagir, não sabiam se entravam em pânico ou gargalhavam daquela cena esquizofrênica. Um garoto sem braços, segurando uma arma com o pé e os ameaçando de morte, realmente não era algo que se via todos os dias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os olhos de sua família encheram-se de lágrimas e satisfação ao ver aquela cena heróica. Naquele momento, orgulharam-se como nunca&amp;nbsp;ao ver um filho problemático render dois bandidos ferozes e sem coração. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A justiça tinha então provado ser mais forte. Ele havia passado na prova diabólica pregada pelo destino. O garoto era mesmo um ser iluminado, havia afirmado seu valor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas de repente, Artur começou a sentir câimbra na perna que o sustentava e tropeçou. Caindo para frente, Artur não conseguiu retirar o dedo do gatilho devido a uma unha encravada, e ao chocar-se contra o chão, a arma disparou o projétil, atingindo a cabeça da irmã (que ainda estava realizando atos sexuais). Os bandidos, furiosos por não terem terminado o coito&amp;nbsp;sua irmã&amp;nbsp;e terem&amp;nbsp;tomado um banho de&amp;nbsp;sangue e miolos, mataram toda sua família,&amp;nbsp;deixando-o vivo&amp;nbsp;apenas para punir psicologicamente o pobre menino. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dias mais tarde, Artur enlouqueceu e foi internado num manicômio.&amp;nbsp;Dois meses depois, suicidou-se com&amp;nbsp;joelhadas na cabeça, morrendo de traumatismo craniano.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7455265-108999494514723180?l=sanidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sanidade.blogspot.com/feeds/108999494514723180/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7455265&amp;postID=108999494514723180' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7455265/posts/default/108999494514723180'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7455265/posts/default/108999494514723180'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sanidade.blogspot.com/2004/07/artur-o-menino-sem-braos.html' title=''/><author><name>Jorinésio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7455265.post-108999476105830542</id><published>2004-07-16T12:13:00.000-04:00</published><updated>2004-07-20T13:26:27.416-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;Ai galera, mal ai o sumico, mas eh que viajei e tal (e ainda estou fora)... Mas enquanto, isso vou ir atualizando o blog por LANs, quando puder, com alguns de meus textos antigos...&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;em&gt;Enquanto isso.. Divirtam-se (PS.: os textos sao meio grandinhos)&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"Tal pai, tal mae"&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Desde criança, Juleu foi um menino muito mimado. Sempre conseguiu tudo o que queria com sua choradeira. A mãe, costureira de baixa renda, apesar da dificuldade, sempre dava um jeito de alimentar as vontades de Juleu. Com o tempo, Juleu foi crescendo, mas sua personalidade não amadurecia. Não freqüentava escola, creche e nem mesmo saia de casa. Vivia preso à saia da mãe. Dona Juleica, mãe de Juleu, era conhecida por toda a vizinhança. Tinha fama por todo o bairro, e era ela quem fazia os bicos de costura aqui e ali. Mãe solteira, sempre se esforçou para nunca deixar faltar comida em casa, muitas vezes deixando até mesmo de comer para dar ao filho. &lt;br /&gt;O tempo foi passando, as crianças tornando-se adultos, mas a vida rotineira de Juleu continuava a mesma, sempre a mesma. Aos 35 anos, Juleu ainda continuava a mesma pessoa, sem estudo, sem trabalho, sem vida. A única coisa que tinha nessa vida, era seu amor pela mãe. E ela, raramente, quando tinha algum tempo, produzia vestimentas para seu querido filho. &lt;br /&gt;Para Dona Juleica não havia tempo ruim. Sob sol ou chuva, lá estava ela, sempre costurando e procurando novos clientes. Para ela, feriados não existiam, não havia descanso. E talvez por isso, Dona Juleica começou a adoecer. Mas nem mesmo isso impedia a velha senhora de continuar trabalhando, já aos 72 anos de idade. &lt;br /&gt;A simpática idosa, acordava sempre cedinho, e sempre fazia a mesma rota diária, anotava pedidos, realizava entregas, sempre pontualmente. Mas certo dia, estranhamente Juleica não apareceu. Alguns vizinhos foram à casa dela, ver se a batalhadora senhora estava bem, mas infelizmente, ela não conseguiu resistir ao resfriado. Ao entrarem na casa, viram Juleu olhando o corpo imóvel da mãe. Juleu, ainda tinha uma ingenuidade infantil, e não entendia o que havia acontecido. Poucos sabiam da existência de Juleu, e alguns tentaram explicar para o homem-menino: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Juleu, sua mãe não resistiu. Sinto muito. Mas agora ela esta em um lugar melhor, cheio de maravilhas, onde o mal não poderá alcançá-la. &lt;br /&gt;- Velha egoísta desgraçada. Foi para um lugar melhor e me deixou aqui nessa merda de casa? &lt;br /&gt;- Não Juleu, deixe-me explicar. Sua mãe estava muito doente, já tinha idade, e não pôde suportar tanta carga. Ela partiu Juleu. &lt;br /&gt;- Partiu? Velha filha da puta. Ela andava preguiçosa mesmo ultimamente. Mas e agora, quem vai terminar meu moletom? Ela prometeu terminar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E depois de um longo diálogo, Juleu entendeu que a mãe havia morrido. Juleu aparentemente não havia ficado abalado ou sequer parecia ligar para o fato. Juleu agora era sustentado pelos vizinhos amigos da velha senhora, em recompensa a tantos serviços prestados pela Dona Juleica. &lt;br /&gt;Dias se passaram, e alguns vizinhos ainda tentavam puxar conversa com Juleu, animá-lo, conhecê-lo melhor. Mas era impossível conseguir tal façanha: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ei Juleu, o que você acha da gente ir tomar um sorvetinho, hein? &lt;br /&gt;- Hmmmm... Mas quem vai terminar meu moletom? &lt;br /&gt;- Ah! Juleu, esquece isso, vamos dar uma voltinha e conversa com a titia aqui. – Dizia a vizinha para o homem de 35 anos, numa cena patética. &lt;br /&gt;Mas Juleu parecia não captar nada, sempre respondendo com a mesma pergunta “Mas e o meu moletom? Ela foi embora sem terminar o meu moletom. Velha maldita! ELA PROMETEU!!!” &lt;br /&gt;O tempo foi passando, e os vizinhos foram perdendo a esperança de entender a mente atrofiada de Juleu. Ele agora já não tinha mais ninguém. Estava sozinho, como nunca estivera. &lt;br /&gt;Dois meses se passaram, e os vizinhos já não alimentavam Juleu, sequer lembravam de sua existência. Pensaram que ele havia morrido ou sido internado, a casa de Dona Juleica agora parecia apenas mais uma casa abandonada. Mas inexplicavelmente, coisas estranhas começaram a acontecer. &lt;br /&gt;Nas macabras madrugadas, ecoava no bairro, o som da máquina de costura da velha Juleica. Alguns vizinhos afirmavam ver vultos de uma velha corcunda rondando a antiga casa de Juleu, outros diziam ouvir gritos de uma velha de voz trêmula, vindos da antiga casa. &lt;br /&gt;A pedido dos moradores: exorcistas, padres, policiais, macumbeiros, todos já visitaram a casa. Mas não encontraram qualquer sinal da velha senhora ou de seu filho demente. E quando o som amaldiçoado da máquina de costura começava, ao misturar-se com as gargalhadas demoníacas, até os mais corajosos tremiam. &lt;br /&gt;Quando tudo já havia se tornado infernalmente insuportável, onde até o mais crédulo e o menos supersticioso já havia sido tomado pelo medo e resolvido se mudar ou suicidar-se, foi nesse momento, que os anjos iluminaram os moradores daquele bairro. &lt;br /&gt;No momento em que o pânico e o desespero haviam entrado nos corações dos moradores. Quando tudo que haviam tentado não havia dado certo, e o som tenebroso e diabólico era tudo que preenchia a mente dos moradores, foi exatamente nesse instante que Ele chegou. &lt;br /&gt;Como um enviado dos céus, chega um elegante senhor de limusine, desce do carro, para por um instante, e fica admirando aquele local. Um dos moradores do local, estranhando a presença daquele elegante homem, desespera-se: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que faz aqui senhor? Você é louco? Fuja enquanto é tempo. Enquanto ainda não foi amaldiçoado. Fuja! ANTES QUE ELA O PEGUE TAMBÉM!! FUJA!!!! &lt;br /&gt;- Acalma-te, nobre cidadão. Explica-me do que estás falando. Venha comigo, te pago uma bebida, nós conversaremos e verei o que posso fazer. – Respondeu calmamente o estranho visitante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O morador do local, após horas e horas de conversa, drinques e explicações precipitadas, gaguejando, assustado, esclareceu a situação para o desconhecido. Sem qualquer mudança de expressão ou surpresa, o estranho pediu simplesmente que o rapaz convocasse todo o bairro para uma reunião no dia seguinte, e disse que resolveria o problema para eles. Pagou a conta do bar, e saiu em sua limusine exaltando classe. &lt;br /&gt;No dia seguinte, os moradores afoitos esperavam a vinda do salvador. Muitos até mesmo desacreditavam, e pensaram ser delírios e alucinações de bêbado. Mas quando alguns pensavam em ir embora, chegou a limusine novamente. E quando se abriu a porta, a expressão de alguns foi indescritível, enquanto que outros simplesmente desmaiaram ao reconhecerem o homem. O rico moço era Juleu. &lt;br /&gt;Juleu pediu silêncio, e então começou seu monólogo: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Antes de mais nada, gostaria que soubessem o que ocorreu no decorrer desses longos anos de perturbação. Desde criança, diferente do que vocês sabem, eu sempre fui violentado, impedido de estudar, molestado e jamais tive algo que desejasse. Aquela senhora que vocês conheciam por Dona Juleica, me manteu aprisionado por todos esses anos. Eu não podia sair para brincar, estudar, trabalhar. Só era mantido vivo para saciar a perversidade sexual de meu pai. Sim, isso mesmo, meu pai. Na verdade, a Dona Juleica era homem. Ele me drogava e me estuprava. O efeito prolongado das drogas foi marcante, e eu fiquei perturbado psicologicamente. E quando toda a esperança de vida havia minguado, um cidadão e médico ouviu meus gritos de loucura, ecoando da casa, após a morte de minha mãe, e resolveu então me ajudar. E nesse sumiço meu, eu estava sendo desintoxicado, tratado, estudando e fazendo terapias. E hoje, se realmente há algum espírito naquela casa maldita, eu irei resolver isso, nem que custe minha vida. Vamos ver se o Seu Joaquim (verdadeiro nome de Dona Juleica), depois de morto, ainda vai querer tentar alguma coisa comigo. &lt;br /&gt;Ao terminar de dizer isso, a surpresa não permitiu que a população local tivesse qualquer reação. Juleu apenas virou-se, e foi caminhando em direção à casa, num olhar frio e calculista. Quando a multidão via Juleu aproximando-se da casa, percebia-se através da janela, o vulto de uma velha corcunda correndo pela casa. Juleu já não tinha mais medo do pai (ou da mãe), e iria acertar as contas de uma vez por todas, fosse um espírito ou não. &lt;br /&gt;Os moradores olhavam espantados aquela cena, ainda incrédulos. Quando Juleu aproximou-se da porta, começaram as gargalhadas demoníacas e o som da máquina de costura. De fora da casa, ouvia-se o circo bizarro: &lt;br /&gt;- Vem cá com a mamãe, vem filhinho. &lt;br /&gt;- NÃO! Vá embora espírito maligno e doente !!! &lt;br /&gt;- Ah filhinho, não fala assim com a mamãe. Vem que eu vou te fazer carinho vem. &lt;br /&gt;- VELHO MALDITO! CARINHO É O CARALHO! &lt;br /&gt;- Ah meu bebê, não faz assim com a mamãe, a mamãe vai ficar triste. Eu te amo filhinho. &lt;br /&gt;- Snif, snif. Mas mamãe, você me deixou, porque você fez isso comigo? Me deixou sozinho aqui. &lt;br /&gt;- Desculpa meu querido, mas eu não pude vir a tempo, e infelizmente só cheguei quando já haviam levado você. &lt;br /&gt;- Snif Snif. Eu te amo, mamãe. &lt;br /&gt;- Eu também te amo, filhinho. &lt;br /&gt;- NÃO! EU NÃO VOU TE PERDOAR, FILHA DA PUTA! VOU TE MATAR SUA PORCA DESGRAÇADA! VOCÊ NÃO TERMINOU MEU MOLETOM!!!! &lt;br /&gt;- Eu sabia que você não ia esquecer filhinho. Eu sei que eu prometi, e... Tchanan!! SURPRESAAAA!!!. Enquanto você esteve fora, eu aproveitei para terminá-lo. Sabe, como espírito é bem mais difícil né, mas eu nunca iria decepcionar você. Taí filhão, o que achou, hein? Gostou? &lt;br /&gt;- Snif snif. Mamãe, desculpe. Prometa que nunca mais vamos nos separar de novo. Eu te amo mamãe, vem fazer carinho vem. &lt;br /&gt;- Ah, esse é o meu Juleuzinho.. Vem com a mamãe vem, vem brincar com a boneca cuspidora da mamãe, vem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A multidão, ainda mais incrédula, jamais acreditando poder haver tanta esquizofrenia de uma vez só, aproximou-se da casa para ver o que acontecia naquele antro doentio. E ao aproximarem-se, para seu espanto, viram Juleu vestindo uma calça de moletom novinha, e o vestido da mãe (ou pai). E estava montado sobre a máquina de costura, que permanecia ligada, bizarramente tendo relações sexuais com a máquina de costura. &lt;br /&gt;Conta-se, que no final daquela cena maldita, o homem conhecido por Juleu, simplesmente caiu duro e morreu. Alguns acreditam que o espírito da mãe (ou do pai) veio buscá-lo para viverem eternamente juntos. Outros acreditam que não havia tal espírito, e que quem aterrorizava a todos era o filho demente da costureira. Mas o fato comum, é que fosse o garoto ou fosse o espírito, a promessa de Juleu foi cumprida, e ele conseguiu livrar a casa do espírito da mãe. E por isso, hoje, naquele bairro, Juleu é lembrado como um herói e sinônimo de paz. E quem vai ao bairro, pode ver ainda uma estátua em sua homenagem, vestindo uma calça de moletom, um vestido, e copulando representativamente com uma máquina de costura. Naquela vizinhança, todos conhecem a história de Juleu, e muitas costureiras que conhecem a história, rezam e pedem proteção ao São Juleu, que permanece no coração de cada morador daquele local.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7455265-108999476105830542?l=sanidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sanidade.blogspot.com/feeds/108999476105830542/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7455265&amp;postID=108999476105830542' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7455265/posts/default/108999476105830542'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7455265/posts/default/108999476105830542'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sanidade.blogspot.com/2004/07/ai-galera-mal-ai-o-sumico-mas-eh-que.html' title=''/><author><name>Jorinésio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7455265.post-108930599109782771</id><published>2004-07-08T12:50:00.000-04:00</published><updated>2004-07-09T02:13:33.380-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Tempos dourados nao voltam mais.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="float:left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.hideman.hpg.ig.com.br/Ocultan/preso.gif" title="" &gt;&lt;p align="justify"&gt;Saindo do trabalho passei num bar e comecei a refletir sobre as infelicidades desta vida. Começando pelo fato de eu estar vestindo um maldito paletó que não condiz nada de minha real personalidade, mas como o lugar era movimentado eu sentia-me na obrigação de ter uma “postura social” até da maneira como beber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensei muito e cheguei à conclusão de que meu enclaustro social não tinha sentido, que era algo iniciado na infância e que ainda hoje eu estupidamente mantinha. Então, cansado desses compromissos de “mundo moderno”, decidi cortar o problema pela raiz, decidi reviver minha infância e ser eu mesmo, e quem sabe assim tornar-me um adulto bem-sucedido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tirei meu terno e gravata, abri a camiseta, joguei-os no chão e fui embora. Alguns olharam curiosos àquela cena, outros tentavam me impedir culpando minha embriaguez, mas eu sabia o que estava fazendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui para casa, me vesti de maneira confortável e fui fazer tudo que um dia me alegrou na infância. Viver os momentos que realmente eram meus e que me faziam feliz. Tomei coragem para fazer mesmo as coisas das quais eu nunca tive audácia talvez por temer a punição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando criança, quem nunca mijou na festa de piscina daquele colega escroto? quem não dava risada ao ver a cara de espanto com que todos nadavam olhando para você, perguntando-se o porquê de você ter apenas dado um mergulhão e saído tão rápido e sorrindo? Ou ao menos não sentiu-se atraído por fazê-lo? São essas coisas simples que fazem falta, que dão sentido à existência e realmente valem à pena. E não ficar preso numa sala sentado metade do dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Realizando mais uma de minhas proezas, soluçava de tanto rir enquanto defecava da cobertura dum prédio. Nem tanto pelo álcool, mas sim imaginando a cara do gerente ao olhar para cima e perguntar-se “Que merda aquele idiota está fazendo lá encima com a bunda de fora?”, ou quem sabe “Porra!!! Quem cagou aqui na entrada?”. Enquanto eu vislumbrava as diversas possibilidades de reações, ficava excitado com o perigo de poder ser descoberto e ter de usar minhas artimanhas para escapar e não ser apanhado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei descrever a cara que o gerente fez ao ver aquele troço no chão. De longe só pude ouvir seus gritos enfurecidos e alguns resmungos como “Que imbecil faria esse tipo de coisa?”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bons tempos aqueles, em que nas reuniões de formatura, 10 anos mais tarde você revelava que tinha sido você quem havia ateado fogo no gatinho de sua colega e que não fora um acidente. Os que não olhavam surpresos com cara de nojo ou raiva, morriam de rir recordando dos fatos, mas todos atentos enquanto você, de porre, contava como havia gozado no estojo daquela CDF sem ser descoberto. O problema maior foi que  não percebi que ela também estava na reunião, mas quem se importa? Fodam-se os outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas emoções que dão vida à alma, e que com o tempo infelizmente vão se perdendo, dando lugar às obrigações, ficando para traz, acabando ou caindo no esquecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje é patético. Mesmo enquanto fodemos não mais existem aqueles sentimentos aventureiros arredios. Não mais nos preocupamos se o reverendo irá terminar a missa mais cedo e nos pegar aos amassos com sua filha. A excitação e o medo de fazer algo errado não existem mais. Malditos sejam os deveres e limitações. Deveríamos dar mais tempo ao que somos e o que queremos, e não o que devemos ser. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu pensava “Não quero ter essa visão controlada: um homem de terno e maletas que vai ao serviço e volta.”, mas este foi meu infeliz pensamento, pois foi nesse embalo jovial que acabei tendo que me explicar toscamente ao delegado:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É isso mesmo que o senhor ouviu, seu delegado. Peguei esse cara correndo pelado pelas redondezas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E vergonhosamente era meu idoso pai quem tinha que tirar o marmanjo barbado da prisão mais uma vez, sempre por causa daquelas molequices. Voltando aos velhos sermões de “Você não vai mudar nunca? Filha da puta! Nem com 43 anos na cara você vai agir como um homem?”. Mas sempre como um bom articulador de conversas eu retrucava sabiamente e respondia-lhe à altura: tapava os ouvidos cantando “não estou ouvindo nada, lálálálálálá...”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maldita seja essa vida e os empregos. Ser despedido do hotel só por soltar um barro lá de cima? Que absurdo. Mas eu não gostava daquele trabalho mesmo, mas eles não perdem por esperar. Quero só ver a cara do delegado quando ele chegar em casa e ver a casa dele em chamas, ou quando o gerente ouvir sua filhinha dizer “papai, aquele moço fez que trabalhava aqui fez coisa feia comigo”...&lt;/p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7455265-108930599109782771?l=sanidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sanidade.blogspot.com/feeds/108930599109782771/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7455265&amp;postID=108930599109782771' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7455265/posts/default/108930599109782771'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7455265/posts/default/108930599109782771'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sanidade.blogspot.com/2004/07/tempos-dourados-nao-voltam-mais.html' title=''/><author><name>Jorinésio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7455265.post-108909579522613742</id><published>2004-07-06T02:34:00.000-04:00</published><updated>2004-07-06T03:50:16.163-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;img src="http://img77.photobucket.com/albums/v233/acevedo/rua.gif"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;b&gt;Diário de um esquizofrênico.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as manhãs faço o mesmo percurso. Ela sempre chega antes de mim e já está lá esperando sentadinha. Nunca fui cumprimentá-la. Tinha medo de não saber o que dizer. Além do mais, nem mesmo saberia como agir na hora. Ou se aquele meu tique não começaria e estragaria tudo novamente. Resolvi ficar quieto. E também, entre tantos outros, eu era apenas mais um na multidão, ela jamais me escolheria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela era linda demais, nunca havia visto garota com rostinho tão angelical assim. Olhos verdes, cabelos loiros em longos cachos volumosos, perfeita. Se fosse qualquer outra eu teria coragem de me aproximar, mas dela não. Eu apenas apreciava de longe. Aquele corpo doce me fazia delirar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo santo dia era o mesmo caminho, a mesma coisa. Percebi então que ela havia se acostumado com minha presença. Até já trocávamos olhares e sorrisos singelos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, quando cheguei, sentei-me e comecei a ler. Acho que ela notou que sou tímido e tomou iniciativa. Vi-a vindo em minha direção, comecei a tremer, não sabia o que fazer. Como era perfeita! “Olá, tudo bem? Meu nome é Juliana, e...”. Naquele instante eu me desliguei do tempo, das coisas, da consciência, não via nem ouvia nada. Fiquei imóvel, flutuante, estranhamente feliz e reconfortado. Quando vi o que estava acontecendo não tive tempo de pensar, apenas corri. Sequer pude tentar agarrar minha maleta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maldição! Havia acontecido de novo. À tarde voltei ao mesmo local, me sentei e ouvi as pessoas ao lado comentando:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pois é! O tarado conseguiu fugir.&lt;br /&gt;- Mas afinal de contas, como foi que tudo aconteceu?&lt;br /&gt;- A moça foi em direção ao rapaz pedir informações e o cumprimentou. De repente o homem começou a sorrir estranhamente, gargalhar altíssimo como um doido. Pôs as mãos nos seios dela, apertou bem forte e começou a urrar como um cachorro louco “Salvem as baleias! Salvem as baleias!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse momento, virei para o lado e disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que absurdo! Ninguém mais está seguro hoje em dia... – levantei e fui embora. Teria que mudar de percurso novamente...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7455265-108909579522613742?l=sanidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sanidade.blogspot.com/feeds/108909579522613742/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7455265&amp;postID=108909579522613742' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7455265/posts/default/108909579522613742'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7455265/posts/default/108909579522613742'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sanidade.blogspot.com/2004/07/dirio-de-um-esquizofrnico.html' title=''/><author><name>Jorinésio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7455265.post-108909423684091903</id><published>2004-07-06T02:07:00.000-04:00</published><updated>2004-07-06T04:38:34.366-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;img src="http://img77.photobucket.com/albums/v233/acevedo/0000077981_copy.jpg"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Lembranças.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tinha uma professora. Ela era divertida. Ela se chamava Raquel. Ela morreu. Fomos ao velório. Raquel parecia sorrir. Naquele dia não tivemos aula. Eu não havia feito a tarefa. Iria ser punido. Sorte que ela morreu. Ela nunca mais poderá me castigar de novo...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7455265-108909423684091903?l=sanidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sanidade.blogspot.com/feeds/108909423684091903/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7455265&amp;postID=108909423684091903' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7455265/posts/default/108909423684091903'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7455265/posts/default/108909423684091903'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sanidade.blogspot.com/2004/07/lembranas.html' title=''/><author><name>Jorinésio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
